quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

"Acordo"


Acordo e penso
Penso e não acho respostas
Somente levanto e vou
Para onde não sei
Como que um computador programado
Sigo as instruções do dia
O mesmo caminho
As mesmas tarefas
As mesmas pessoas
Indignado com a mesmice
Mas sem coragem de larga-la

(Ivo Guilhon)

domingo, 7 de dezembro de 2008

"Erton"


Alguns vão pensar que já é tarde,

outros, que este gesto é inútil.

Mas você esteja onde estiver:

Não!!!

Dez anos se passaram;

Digo dez anos voaram;

Desde que firmamos uma parceria

Éramos mais que amigos;

Éramos irmãos;

Para todas as horas,

todas as situações,

todos os percalços.

Aprendi muito contigo,

e tenho certeza que você diria o mesmo

se aqui estivesse.

Obrigado por tudo meu amigo,

por tudo mesmo.

Espero que em breve possamos nos reencontrar

e continuar, o que ficou interrompido

por forças do destino.

(Ivo Guilhon)

"Gira mundo, mundo gira"


Gira mundo, mundo gira.

Feito roda gigante;

Sempre presa no mesmo centro,

no mesmo eixo.

Mas com visões diferentes,

anglos inusitados,

novas perspectivas.

Gira mundo, mundo gira.

Feito carrossel;

Cadenciado,

seguindo o ritmo de uma musica qualquer;

Aflorando alegrias,

alimentando fantasias,

Gira mundo, mundo gira.

Feito ioiô.

Rodando;

Girando;

Descendo;

Subindo;

E parando no mesmo lugar.

(Ivo Guilhon)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

"Lua"


Sol amarelo-alaranjado,
descendo de encontro ao mar de espumas.
Apagando toda sua incandescência,
no gelado crepúsculo da noite.
A pesada e tóxica,
fumaça de meu cigarro;
Mistura-se a salgada e fria,
brisa que sopra praia a dentro.
A luz que dava vida as coisas,
já dar lugar ao escuro breu da noite.
Minúsculos pontos prateados
Tentam inutilmente sobrepor-se
Ao tapete negro que segue de ponta a ponta.
Alheia a tudo isso;
Surgindo lentamente;
Por detrás das poucas e ralas nuvens,
que flutuam sob minha cabeça.
A lua meio que timidamente
Tenta compor o resto da paisagem,
de mais uma noite.
(Ivo Guilhon)

domingo, 18 de maio de 2008

"Quero morrer !"

Quero morrer;
Não da forma fisica,
mas sim na forma de pensar.
Matar conceitos,
assassinar pre-conceitos,
executar pensamentos obscuros.

Quero morrer;
Não mais existir na forma que sou.
No que não queria,
No que me transformei

Quero morrer;
Simplesmente isso,
morre!
Morrer para apagar o passado,
para poder renascer,
e criar um novo futuro.

(Ivo Guilhon)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"Utopia"

Mais uma tarde de sábado normal na grande Fortaleza;
Clima quente, seco, abafado.

Pessoas voltando de seus trabalhos;

Cansados de mais uma semana instigante de muita luta.

Rostos com as marcas da batalha,

misturados com um pouco de medo e receio;

Perante a violência que assola a capital do Ceará.

Mas alheio a tudo isso,

em dos bairros mais boêmios da cidade,

um grupo de pessoas começa a se aglomerar;

Em uma ruazinha do saudoso Benfica.

Crianças, adolescentes, idosos e adultos

Dançam ao som das antigas marchinhas de carnaval

Alegres, satisfeitos, sem confusão.

Olho para o lado e admirando espantado

Uma cena quase utópica nos dias de hoje

Pergunto-me!

Por que não poderia ser sempre assim...

(Ivo Guilhon)

domingo, 20 de janeiro de 2008

"Renasci"


Morri!
Morri apenas para quem não me conhecia.
Morri para quem via somente o superficial.
A casca
O intangível

Morri!
Morri para as pessoas,
Que não me davam valor.
Que me iludiam;
Que não me amavam.

Renasci!
Renasci para os amigos de verdade.
Para as pessoas certas;
Para quem precisar.

Renasci!
Renasci simplesmente para mim mesmo.
Com nova cabeça;
Nova perspectiva;
Novos conceitos.

Deixei o passado no passado;
Apaguei memórias!
Larguei vícios.
Reativei o que havia de melhor em mim.

(Ivo Guilhon)